A linha Total 90 marcou uma geração no futebol. Lançada pela Nike no início dos anos 2000, a chuteira se tornou um ícone dentro e fora dos campos, sendo usada por grandes jogadores e lembrada até hoje por fãs do esporte.
Mas recentemente a marca voltou aos holofotes por um motivo diferente: uma disputa judicial envolvendo o nome “Total 90” nos Estados Unidos.
O caso chama atenção porque mostra algo que muitos empreendedores ignoram: fama não garante exclusividade sobre uma marca. O que garante é o registro válido.
O que aconteceu com a marca Total 90
A Nike registrou a marca Total 90 no passado, quando a linha de produtos estava no auge. No entanto, o registro da marca nos Estados Unidos expirou em 2019 e não foi renovado.
Quando isso acontece, o nome pode voltar a ficar disponível para registro.
E foi exatamente o que ocorreu.
Depois que o registro expirou, outra empresa registrou legalmente o nome Total 90. Anos depois, quando a Nike decidiu relançar a linha, surgiu o conflito.
Agora, a empresa enfrenta uma disputa judicial para discutir o direito de usar um nome que ajudou a tornar famoso no mercado esportivo.
O processo ainda não foi concluído, mas o caso já virou um exemplo importante dentro do universo da propriedade intelectual e do registro de marca.
A lição que esse caso deixa
A história da Total 90 reforça um princípio básico do direito de marcas:
Marca não é de quem ficou famoso.
É de quem registra e mantém o registro válido.
Mesmo empresas gigantes podem enfrentar problemas quando deixam de manter o registro de uma marca ativo.
Quando um registro expira, o nome pode ser solicitado por terceiros, criando situações de disputa jurídica que podem envolver:
- processos judiciais
- restrição de uso da marca
- custos legais
- riscos para novos lançamentos
No caso da Nike, a marca ficou associada à empresa por muitos anos. Ainda assim, o registro expirado abriu espaço para que outra empresa reivindicasse o nome.
Por que o registro de marca é tão importante
Para qualquer empresa, a marca representa muito mais do que um nome.
Ela reúne elementos fundamentais para o negócio, como:
- reputação no mercado
- identidade da empresa
- reconhecimento pelos clientes
- investimento em marketing e posicionamento
Quando uma marca não está devidamente registrada ou protegida, o negócio pode ficar vulnerável.
Isso significa que outra empresa pode tentar registrar o mesmo nome ou um nome semelhante e gerar conflitos legais.
Em alguns casos, empresas são obrigadas até mesmo a trocar o nome da marca, o que pode causar prejuízos financeiros e perda de posicionamento no mercado.
Como funciona o registro de marca no Brasil
No Brasil, o órgão responsável pelo registro de marca é o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).
O registro garante ao titular o direito exclusivo de uso da marca dentro de determinado segmento de mercado.
Com o registro aprovado, a empresa passa a ter segurança jurídica para:
- usar a marca com exclusividade
- impedir cópias ou nomes semelhantes
- expandir o negócio
- licenciar ou franquear a marca
Sem o registro, o uso do nome não garante proteção legal.
Por isso, muitas empresas realizam uma análise de viabilidade antes de solicitar o registro, verificando se já existem marcas semelhantes registradas.
Esse processo ajuda a reduzir riscos e aumentar as chances de aprovação da marca no INPI.
O erro que muitas empresas cometem
Um dos equívocos mais comuns entre empreendedores é acreditar que abrir um CNPJ ou registrar um domínio de site garante o direito sobre o nome da empresa.
Mas isso não garante exclusividade de marca.
O direito sobre o nome comercial só é obtido através do registro de marca no INPI.
Sem esse registro, existe sempre o risco de outra pessoa registrar o nome primeiro e adquirir prioridade legal.
E quando isso acontece, a empresa pode enfrentar disputas ou até mesmo ser obrigada a deixar de usar o nome que construiu ao longo do tempo.
Se até gigantes enfrentam riscos, imagine quem nunca registrou
O caso da Nike e da Total 90 mostra que nem mesmo grandes empresas estão imunes a problemas quando a gestão de marcas não é feita corretamente.
Se uma marca global pode enfrentar uma disputa judicial por causa de um registro expirado, imagine o risco para empresas que nunca registraram sua marca.
Por isso, proteger a marca deve ser uma prioridade desde o início do negócio.
Afinal, ela pode se tornar um dos ativos mais valiosos da empresa.
Proteja sua marca antes que seja tarde
Registrar uma marca é uma forma de garantir segurança jurídica, proteger o crescimento do negócio e evitar conflitos no futuro.
Antes de investir em marketing e construção de marca, o ideal é verificar se o nome pode ser registrado e protegido legalmente.
Porque no final das contas, a lição é simples:
Fama não garante exclusividade.
História não substitui registro.
O que garante proteção é ter a marca registrada e com registro válido.
Se nem as grandes empresas estão totalmente seguras quando deixam o registro expirar, imagine quem ainda não registrou sua marca.
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