Escolher um nome para uma empresa é uma decisão importante. É por meio dele que o negócio se apresenta, conquista espaço no mercado e passa a ser reconhecido pelos clientes.
No entanto, encontrar um nome realmente exclusivo está se tornando cada vez mais difícil. Em 2025, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o INPI, recebeu 504.461 pedidos de registro de marca, um crescimento de 7,9% em comparação com 2024.
Esse aumento mostra que cada vez mais empresas estão buscando proteger seus nomes. Também significa que, enquanto um empreendedor adia o registro, novos pedidos continuam sendo apresentados.
Por isso, registrar a marca não deve ser uma decisão para o futuro. Quanto antes o processo for iniciado, menores serão os riscos de encontrar outra pessoa tentando proteger um nome igual ou semelhante.
Por que está mais difícil encontrar um nome disponível?
O número de empresas, lojas virtuais, prestadores de serviços e novos negócios continua aumentando. Com isso, cresce também a quantidade de nomes utilizados e apresentados para registro.
Em 2023, o INPI recebeu 402.460 pedidos de marca. Em 2024, foram 467.624. Já em 2025, o número chegou a 504.461 pedidos.
Isso representa mais de 102 mil novos pedidos em apenas dois anos.
Muitos nomes que parecem criativos já podem estar sendo usados ou ter sido solicitados por outra pessoa. Além disso, não basta verificar se existe uma marca escrita exatamente da mesma forma. Nomes parecidos na escrita, na pronúncia ou na ideia transmitida também podem causar problemas, principalmente quando identificam negócios que atuam em áreas próximas.
Por esse motivo, uma pesquisa cuidadosa deve ser realizada antes de investir no nome escolhido.
O nome disponível hoje pode não estar disponível amanhã
A disponibilidade de uma marca pode mudar a qualquer momento.
Uma pesquisa feita hoje pode não apresentar impedimentos. Porém, se o empreendedor decidir esperar para solicitar o registro, outra pessoa poderá apresentar um pedido semelhante durante esse período.
Quanto maior a demora, maior será a exposição do negócio.
Por isso, não é recomendado fazer a pesquisa e deixar o registro para depois. Após verificar que o nome apresenta boas possibilidades, o ideal é iniciar o pedido o quanto antes.
Esperar a empresa crescer para somente depois pensar no registro pode ser uma decisão arriscada. A marca deve ser protegida desde o início, antes que o negócio invista ainda mais em sua divulgação.
Ter um CNPJ não significa ter a marca registrada
Essa é uma dúvida comum entre os empreendedores.
O registro do nome da empresa no CNPJ não garante a propriedade da marca. Ter um domínio na internet ou um perfil com o nome do negócio nas redes sociais também não oferece essa proteção.
Esses registros possuem finalidades diferentes.
A proteção da marca em todo o Brasil depende do registro concedido pelo INPI. É esse registro que garante ao proprietário o direito de usar o nome com exclusividade dentro da área protegida.
Por isso, mesmo uma empresa que funciona há vários anos pode enfrentar dificuldades se nunca tiver solicitado o registro de sua marca.
O que pode acontecer quando o registro é adiado?
Quando uma empresa investe em um nome que ainda não está protegido, toda a identidade construída pode ficar exposta.
Caso outra pessoa solicite primeiro uma marca igual ou semelhante, o empreendedor pode encontrar dificuldades para conseguir o próprio registro. Dependendo da situação, também pode ser necessário mudar o nome utilizado pela empresa.
Essa mudança pode gerar diferentes prejuízos, como:
- Refazer o logotipo e toda a identidade visual
- Trocar fachadas, uniformes, embalagens e materiais impressos
- Alterar o site e os perfis nas redes sociais
- Interromper campanhas de divulgação
- Confundir clientes que já conheciam o negócio
- Perder parte do reconhecimento conquistado
- Gastar novamente para apresentar a nova marca ao mercado
Quanto mais conhecida a empresa estiver, maior poderá ser o impacto dessa mudança.
O custo do registro feito no início é muito menor do que o prejuízo de reconstruir uma identidade depois de meses ou anos de investimento.
Registrar deve ser uma das primeiras etapas do negócio
Muitos empreendedores seguem uma ordem arriscada. Primeiro escolhem o nome, criam o logotipo, abrem as redes sociais, produzem materiais e começam a anunciar. Somente depois procuram saber se a marca pode ser registrada.
O caminho mais seguro é diferente.
Antes de investir na apresentação do negócio, é importante pesquisar o nome e verificar se existem marcas iguais ou semelhantes. Se o resultado for favorável, o pedido de registro deve ser apresentado o quanto antes.
Dessa forma, a empresa pode desenvolver sua identidade com mais segurança e reduzir o risco de precisar recomeçar no futuro.
Registrar a marca não deve ser a última etapa da construção de um negócio. Deve ser uma das primeiras.
Uma pesquisa simples pode não ser suficiente
Pesquisar o nome no Google ou nas redes sociais é importante, mas não confirma se a marca está disponível para registro.
Também não é suficiente procurar apenas nomes exatamente iguais. É necessário avaliar nomes semelhantes, formas diferentes de escrita, pronúncias próximas e empresas que atuam em áreas relacionadas.
Uma análise feita por especialistas ajuda a identificar possíveis problemas antes que o empreendedor invista tempo e dinheiro no pedido.
Essa orientação também reduz as chances de escolher uma proteção inadequada ou deixar de incluir uma atividade importante do negócio.
Quanto antes você registrar, maior será a segurança para crescer
O aumento dos pedidos apresentados ao INPI mostra que a proteção de marca está se tornando uma prioridade para empresas de todos os tamanhos.
Enquanto alguns empreendedores adiam essa decisão, outros estão solicitando o registro e protegendo seus nomes.
Não espere sua marca crescer para registrá-la. Registre para que ela possa crescer com mais segurança.
Antes de investir ainda mais em divulgação, estrutura e reconhecimento, verifique se o nome do seu negócio pode ser protegido e inicie o registro o quanto antes.
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